terça-feira, 27 de abril de 2010

Estrutura e multiplicação do HIV


O vírion do HIV apresenta um envelope lipoprotéico externo, que contém um capsídio constituído por proteínas. O capsídio contém duas moléculas idênticas de RNA de cadeia simples e as enzimas transcriptase reversa, capaz de transcrever DNA a partir de RNA, e integrase, responsável pela integração do DNA viral no cromossomo da célula hospedeira. O envelope viral apresenta glicoproteínas especiais que permitem a ligação a receptores presentes na membrana das células hospedeiras, principalmente células do sangue certos tipos de células presentes nos epitélios (células de Langerhans).

Depois de se ligar aos receptores da célula hospedeira, o envelope do HIV funde-se à membrana celular e o nucleocapsídio se introduz no citoplasma. O nucleocapsídio se desfaz, liberando RNA, a transcriptase reversa e a integrase no citosol. A transcriptase reversa entra em ação imediatamente e transcreve uma cadeia de DNA a partir do RNA viral (trancriptase reversa). É esse modo de ação que caracteriza o retrovírus.

À medida que transcreve o DNA, a transcriptase reversa degrada o RNA molde. Em seguida produz uma cadeia de DNA complementar à recém-sintetizada, originando um DNA de cadeia dupla. Esse DNA penetra no núcleo da célula hospedeira e, pela ação da enzima integrase, insere-se em um dos cromossomos.


Uma vez integrado ao cromossomo da célula, o DNA viral começa a produzir moléculas de RNA. Algumas delas irão constituir o material genético dos novos vírus; outras serão traduzidas pelos ribossomos da célula, produzindo longas cadeias polipeptídicas. Essas cadeias são posteriomente cortadas por enzimas virais, denominadas proteases, originando as diversas proteínas constituintes do vírus: tranquiptase reversa, integrase, proteínas do capsídio e glicoproteínas. Estas últimas, que farão partes do envelope viral, migram para membrana da célula hospedeira onde se agregam. Por sua vez, RNA, enzimas e proteínas unem-se formando novos nucleocapsídios.

Os nucleocapsídios aderem às regiões da membrana plasmática onde há glicoproteínas e são envolvidos por ela, surgindo assim os novos envelopes virais. Ao final desse processo, vírions completos do HIV são expelidos da célula hospedeira e podem infectar células sadias. A célula hospedeira, tendo o material genético do vírus integrado a o seu, continua a produzir partículas virais. Em certas células infectadas, o vírus integrado ao cromossomo mantém-se em estado latente (provírus), sem produzir RNA. Isso impede que o sistema imunitário e drogas antivirais eliminem o vírus completamente do corpo humano.




Referência: Amabis, Martho. Biologia dos organismos, volume 2, 2ª edição, São Paulo, 2004.
Postado por: Mayara Amanda de Oliveira

2 comentários:

  1. muito obrigada por me ajuda no meu trabalho sobre HIV

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  2. Obrigada me ajudo muito no trabalho sobre HIV ²

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